O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) apresentou nesta terça-feira (11) o PL 885/2025, que criminaliza ataques a líderes religiosos e fiéis nas redes sociais. O projeto propõe pena de reclusão de 6 meses a 2 anos, além de multa, para quem “promover, organizar ou realizar ataques em massa contra líderes religiosos ou fiéis, por meio das redes sociais, com o objetivo de incitar ódio, intolerância e violência”.
A medida prevê ainda aumento da pena de um terço até a metade se os ataques forem feitos por grupos organizados ou com métodos que dificultem a identificação dos responsáveis. Caso os crimes provoquem dano psicológico grave ou induzam ao suicídio, a punição pode subir para reclusão de 4 a 8 anos, além de multa.
O projeto vem na esteira da campanha de ataques virtuais contra Frei Gilson, sacerdote católico e cantor, alvo de críticas nas redes após alcançar audiência milionária em uma de suas transmissões no YouTube.
Aos 38 anos, Gilson é sacerdote da Congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo. Na última quinta-feira (6), o religioso reuniu cerca de 1 milhão de pessoas em uma live às 4h da manhã, transmitida pelo YouTube.
Além das transmissões ao vivo, o frei acumula 7,3 milhões de seguidores no Instagram e 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify, onde divulga músicas cristãs com o grupo Som do Monte. O sucesso digital, no entanto, atraiu ataques coordenados. Esquerdistas o acusam de ser “bolsonarista”, fascista e de receber apoio da produtora Brasil Paralelo.
Bilynskyj argumenta que o projeto é uma reação necessária diante do crescimento da intolerância religiosa fomentada por ativistas de esquerda e perfis ligados a movimentos progressistas nas redes.
