Exclusivo: Eduardo Bolsonaro diz que Moraes e PT querem tirá-lo de 2026 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Exclusivo: Eduardo Bolsonaro diz que Moraes e PT querem tirá-lo de 2026

Esquerda aciona PGR contra Eduardo Bolsonaro por "crime de lesa pátria"
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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Por Redação

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) denunciou, em entrevista ao programa Alive, de Cláudio Dantas, uma suposta articulação entre o ministro Alexandre de Moraes e o PT para retirá-lo do jogo político em 2026. Segundo o parlamentar, sua indicação para presidir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Credn) seria um dos motivos da ofensiva contra ele. “Eles querem deixar um presidente de Comissão de Relações Exteriores sem passaporte para criar um constrangimento e depois, na Justiça, tirar essa cadeira de mim”, afirmou.

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O pedido de investigação contra Eduardo, feito por deputados do PT, teve andamento rápido e caiu nas mãos de Moraes, que enviou a solicitação à Procuradoria-Geral da República. “Coincidentemente, na quarta-feira foi aprovado na CCJ da Câmara dos Estados Unidos o projeto de lei que pode retirar o visto do Alexandre de Moraes. Na sexta-feira, os deputados do PT entram com um pedido para analisar a perda do meu passaporte”, ressaltou Eduardo. “Moraes quer fazer um bloqueio internacional contra minha pessoa”, completou.

Eduardo Bolsonaro destacou que seu nome está em evidência tanto para o Senado quanto como uma possível opção do PL na disputa presidencial de 2026. “Se meu pai não puder disputar, meu nome sempre é cogitado”, disse. Ele também comentou pesquisas que o colocam com “o dobro do segundo colocado” na disputa pelo Senado em São Paulo.

Segundo o parlamentar, Moraes tem medo da formação de uma maioria conservadora no Senado que poderia abrir caminho para seu impeachment. “Se elegermos uma maioria no próximo Congresso, podemos restaurar os freios e contrapesos e colocar um fim nas atrocidades cometidas por ele”, declarou. Eduardo criticou a perseguição contra parlamentares. “Tem quatro parlamentares sem passaporte hoje, sem envolvimento em corrupção, tráfico de drogas ou crimes financeiros.”

Eduardo Bolsonaro criticou o cerceamento de vozes contrárias ao governo. “Muita gente da imprensa é pressionada a não dar voz a opositores”, disse, citando os artigos de Glenn Greenwald que expuseram trocas de mensagens de assessores de Moraes. “Ele sabe que não houve golpe. Não se dá um golpe em um domingo de janeiro, sem armas, com senhoras invadindo a Praça dos Três Poderes”, ironizou.

O deputado também ressaltou sua atuação junto a congressistas americanos, lembrando que Moraes tem tomado decisões que impactam diretamente os Estados Unidos. “Ele determinou a prisão de americanos, o banimento de plataformas como Rumble e Truth Social, que é do Trump”, disse. Segundo ele, essas medidas poderiam resultar em sanções contra Moraes, a exemplo do que Trump fez contra o Tribunal Penal Internacional de Haia. “Ele está se metendo no bolso do Trump, e todo mundo sabe que Trump é business”, provocou.

Eduardo aposta na crise econômica e no aumento da criminalidade como fatores que impulsionarão a direita em 2026. “Os índices de criminalidade vão piorar porque a esquerda dá conforto ao bandido. Muita gente que votou no PT enganada pelo sonho da picanha e cervejinha vai cair na real”, afirmou.

O deputado garantiu que, apesar da perseguição, voltará ao Brasil após o carnaval. “Seria um tiro no pé cometerem certas maldades contra mim”, alertou. Ele também afirmou que, se houver tentativa de mudança na lei para blindar ministros do STF, a direita precisa reagir. “Se elegermos uma maioria no Congresso, podemos restaurar os freios e contrapesos”, disse.

Por fim, Eduardo reafirmou sua intenção de continuar denunciando Moraes e lutando por seu impeachment. “Expor as atrocidades dele é o que permitirá ao eleitorado decidir se quer trocar os senadores que hoje protegem o ministro em 2026”.

Assista ao programa Alive de hoje:

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