Juliana de Barros, mãe de três filhos e envolvida nos atos de 8 de Janeiro, foi presa preventivamente por ordem de Alexandre de Moraes na tarde de quarta-feira (26). A decisão do ministro do STF foi tomada devido ao “receio de fuga”, de acordo com informações obtidas pela Revista Oeste.
Condenada a 17 anos de prisão em 16 de dezembro de 2024, Juliana está agora em uma prisão em Luziânia (GO). Seus filhos enfrentam diversas dificuldades: a filha de 7 anos tem problemas cardiovasculares, o filho de 9 anos sofre de complicações respiratórias, e o mais velho, de 17 anos, lida com depressão, agravada pela prisão de sua mãe e pelo suicídio do pai.
Apesar da condenação, a dona de casa ainda teria a possibilidade de recorrer em liberdade, já que, de acordo com a sua defesa, o Supremo não havia sequer apreciado os embargos de declaração apresentados em 20 de janeiro deste ano.
Em entrevista à Revista Oeste, a advogada da dona de casa, Valquíria Durães, defendeu que Juliana vinha cumprindo corretamente as medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Leia a íntegra da nota da defesa de Juliana:
“Vivemos tempos difíceis. A honestidade, que deveria ser um pilar da sociedade, parece ter se tornado um fardo pesado demais para quem insiste em segui-la. Enquanto criminosos são beneficiados com indultos, reduções de pena e brechas jurídicas, cidadãos de bem enfrentam perseguições e censuras simplesmente por se expressarem.
O que era para ser justiça virou um jogo de interesses. O que era para ser liberdade virou um campo minado, onde uma opinião pode custar caro. Parece que estamos sob o jugo de um sistema que protege os poderosos e pune os que ousam questionar”.
