Moraes cobra explicações sobre falhas na tornozeleira de 'Débora do Batom'
Brasília, Terça, 28 de julho de 2026
Justiça

Moraes cobra explicações sobre falhas na tornozeleira de ‘Débora do Batom’

PGR questionou se perda de sinal da tornozeleira ocorreu por problema técnico ou eventual violação do equipamento

“Débora do Batom” pede ao STF liberação para depor na Câmara foto: Agência Brasil
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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou ontem (27) que a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo preste esclarecimentos sobre falhas identificadas na tornozeleira eletrônica usada pela cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, mais conhecida como “Débora do Batom“.

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A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou informações para esclarecer se a interrupção do sinal do equipamento ocorreu por problema operacional ou por possível violação. A secretaria terá 5 dias para responder o ministro.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, em frente ao edifício-sede do Supremo, utilizando um batom, durante os atos de 8 de Janeiro.

Desde março do ano passado, ela cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside. A cabeleireira é monitorada por tornozeleira eletrônica e tem restrições como a proibição de usar redes sociais e de manter contato com outros investigados. O descumprimento das regras pode levar ao retorno ao sistema prisional.

Relatórios encaminhados ao Supremo registraram momentos em que o equipamento ficou sem sinal de GPS. A defesa de Débora sustenta que os episódios foram causados por falhas técnicas. Diante dos registros, a PGR e Moraes solicitaram esclarecimentos à Secretaria da Administração Penitenciária de SP.

Além disso, Moraes determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé informe se os cursos feitos por Débora para remição da pena possuem convênio com o Estado e se integram o projeto político-pedagógico da unidade prisional.

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