O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (27) que conversou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa sobre a possibilidade de ele integrar sua chapa como candidato a vice-presidente. Segundo Zema, a definição será anunciada até 5 de agosto, prazo final das convenções partidárias.
Após a convenção nacional do Novo, em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais disse que o contato com Barbosa foi inicial e que uma nova reunião poderá ocorrer nos próximos dias.
“Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar outra conversa, mas depende do partido afinar, concordar com o nome.”
Durante a coletiva, Zema fez elogios ao ex-presidente do STF e afirmou que sua atuação na Corte foi marcada pelo combate à corrupção.
“Joaquim Barbosa foi, com toda a certeza, um ministro que nunca fez nada que desabone a conduta dele. Nunca teve nenhum contrato milionário, uma carreira irretocável. E a principal bandeira dele talvez seja o que o Brasil mais precisa hoje: combate à corrupção.”
Barbosa está filiado ao Democracia Cristã (DC), partido com o qual o Novo mantém conversas sobre uma possível aliança para as eleições presidenciais.
Novo avalia nomes de dentro e de fora da legenda
Zema afirmou que o partido ainda analisa diferentes alternativas para compor a chapa e que o critério principal é escolher um nome com ficha limpa.
“Ainda não temos essa definição. Ela sairá até 5 de agosto. Procuramos uma pessoa com ficha limpa e estamos conversando com vários nomes, inclusive de fora do partido.”
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que a legenda também considera disputar a eleição com uma chapa formada exclusivamente por filiados.
“Também não se exclui a possibilidade de uma chapa pura.”
Candidato defende propostas para economia e segurança
Durante o lançamento da candidatura, Zema afirmou que pretende levar ao governo federal medidas adotadas durante sua gestão em Minas Gerais.
Ao defender redução de despesas públicas, disse que não nomeou parentes para cargos no Executivo estadual.
“Quantos parentes eu levei para trabalhar? Nenhum. Abri mão de todos os privilégios e economizei R$ 7,5 milhões por ano.”
Na área da segurança pública, voltou a defender o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e afirmou que pretende construir um presídio de segurança máxima em área isolada para líderes dessas organizações.
Polarização e disputa eleitoral
Zema também criticou o cenário político nacional e afirmou que pretende apresentar uma alternativa aos principais grupos que disputam o poder.
“O brasileiro não está votando a favor de alguém, mas contra alguém. O brasileiro cansou dessa polarização e da falta de propostas.”
Questionado sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o candidato preferiu não comentar novos episódios envolvendo o parlamentar.
“O que eu tinha de falar sobre o candidato já disse, já me manifestei. Como disse agora há pouco, tudo acontece numa eleição. Não tem nada que é tão incerto, que muda tanto.”
Segundo Zema, a definição do candidato a vice será anunciada pelo Novo até o encerramento do prazo legal das convenções partidárias, em 5 de agosto.