Oposição ofensiva derrubar decretos de Lula sobre big techs
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Política

Oposição articula ofensiva para derrubar decretos de Lula sobre big techs

Parlamentares protocolam pedidos para sustar normas e alegam que governo extrapolou poder regulamentar

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Foto: Pexels/ Pixabay

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Por Redação

A oposição no Congresso Nacional intensificou a reação contra os decretos editados pelo presidente Lula (PT) que alteram regras para a atuação das plataformas digitais. As normas, que entraram em vigor nesta segunda-feira (20), passaram a ser alvo de projetos de decreto legislativo (PDLs) que buscam suspender seus efeitos.

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A principal resistência recai sobre o decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet. Parlamentares da oposição afirmam que o governo ampliou atribuições do Poder Executivo em um tema que, segundo eles, deveria ser debatido e aprovado pelo Congresso Nacional.

No Senado, líderes oposicionistas protocolaram um pedido de urgência para acelerar a tramitação dos projetos. O requerimento é de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC) e recebeu o apoio dos senadores Dr. Hiran (PP-RR), Carlos Portinho (PL-RJ) e Plínio Valério (PSDB-AM).

Caso a urgência seja aprovada, os PDLs poderão ser analisados diretamente pelo plenário, sem passar previamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição também tenta convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a convocar uma sessão deliberativa extraordinária durante o recesso parlamentar. Se isso não ocorrer, a discussão deve ficar para agosto, na retomada dos trabalhos legislativos.

Os parlamentares argumentam que as novas regras ampliam a responsabilidade das plataformas digitais e conferem novas competências à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), além de permitir atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em notificações relacionadas à remoção de conteúdos considerados fraudulentos ou abusivos envolvendo políticas públicas.

O decreto estabelece que as plataformas mantenham representante legal no Brasil, adotem medidas preventivas contra crimes como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, violência contra mulheres e fraudes digitais, além de prever responsabilização em casos de falhas recorrentes na prevenção de conteúdos ilícitos impulsionados por publicidade paga.

Outro decreto trata da proteção de mulheres no ambiente digital. A norma determina que as plataformas disponibilizem canais específicos para denúncias de divulgação não autorizada de imagens íntimas, inclusive produzidas com inteligência artificial, e prevê a remoção desse tipo de conteúdo em até duas horas após a notificação.

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