"Picuinhas políticas" do governo Lula atrapalham relação com EUA, diz Skaf
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Política

“Picuinhas políticas” do governo Lula atrapalham relação com EUA, diz Skaf

Presidente da Fiesp defende aproximação com os Estados Unidos para ampliar comércio e investimentos

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf • Agência Atacama
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf • Agência Atacama

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que “picuinhas políticas” têm prejudicado a relação entre Brasil e Estados Unidos e dificultado as negociações sobre as tarifas anunciadas pelo governo americano. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), em entrevista à CNN Brasil.

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Segundo Skaf, o Brasil deveria priorizar uma relação diplomática com os Estados Unidos e com o governo do presidente Donald Trump para fortalecer investimentos e ampliar as exportações brasileiras.

“Ao invés de nós termos um bom relacionamento com os Estados Unidos, buscando oportunidades para gerarmos mais empregos e desenvolvermos as empresas brasileiras, a gente faz questão de ficar com picuinhas políticas que atrapalham as relações comerciais”, afirmou.

O presidente da Fiesp também defendeu uma atuação baseada na diplomacia empresarial para reduzir os impactos das novas tarifas.

“Acho que precisamos acertar é o tom político para que haja boa vontade entre as partes para chegarmos a um bom termo, seja nessa negociação ou outras futuras. O que vamos buscar, enquanto Fiesp, é a diplomacia empresarial, ou seja, empresas brasileiras e americanas que dependem uma da outra, caminhos para soluções. Foi como conseguimos, 60% da pauta está isenta por meio da negociação empresarial”, declarou.

Skaf afirmou que, embora a lista de exceções tenha reduzido o alcance da medida para cerca de 4% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, alguns segmentos serão diretamente afetados e exigirão acompanhamento específico.

Na quarta-feira (15), o governo Donald Trump confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o USTR, a investigação concluiu que políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal restringem o comércio americano.

A medida atinge produtos como açúcar orgânico, máquinas agrícolas, papel e vestuário. Ao mesmo tempo, o governo americano publicou uma lista de exceções que inclui itens como carne bovina, café, petróleo e laranja.

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