Governo Lula avalia retaliar EUA com ações contra setor farmacêutico
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Política

Governo Lula avalia retaliar EUA com ações contra setor farmacêutico, diz Reuters

Lula- LAI
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O governo Lula (PT) já discute medidas de resposta à tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos na terça-feira (15). Segundo a agência de notícias Reuters, as alternativas em estudo incluem retaliações comerciais e a retomada de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Entre as medidas avaliadas, de acordo com a Reuters, estão retaliações envolvendo o setor audiovisual e patentes de medicamentos.

Ministros e técnicos do governo se reúnem nesta quinta (16), no Palácio do Planalto, para discutir a resposta às medidas anunciadas pelos EUA. As alternativas serão apresentadas ao presidente Lula (PT), que decidirá quais ações serão adotadas, segundo fontes ouvidas pela agência.

“Os próximos passos vão depender das orientações do presidente, mas dificilmente deixaremos de dar uma resposta dura”, afirmou uma das fontes à Reuters.

Segundo outra fonte ouvida pela Reuters, o governo pretende retomar medidas analisadas no ano passado com base na Lei da Reciprocidade Econômica, como o bloqueio de pagamentos ou restrições às remessas de dividendos e royalties do setor audiovisual. “Essa é uma das áreas que mais contribuem para o déficit brasileiro na balança de serviços com os Estados Unidos”.

Outra possibilidade em análise, de acordo com a Reuters, envolve o setor farmacêutico, com uma eventual quebra de patentes de medicamentos, e o setor agrícola, por meio de medida semelhante aplicada a sementes.

Na avaliação de uma das fontes da agência, a adoção de tarifas sobre produtos específicos pode gerar impactos econômicos internos maiores. “Mas tudo ainda precisa ser discutido com os setores envolvidos, porque sabemos que haverá uma reação dos EUA e precisamos avaliar de que forma ela poderá ocorrer e quais impactos teria para o Brasil”, disse a segunda fonte à Reuters.

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