Ônibus são usados como barricadas por criminosos no Rio
Brasília, Segunda, 13 de julho de 2026
Segurança

Ônibus são usados como barricadas por criminosos durante operação da PM no Rio

Ação ocorreu no Complexo da Pedreira e provocou impactos nas linhas, em escolas e unidades de saúde da região

Ônibus foram atravessados na Rua Cândido Benício, na Praça Seca, e usados como barricadas — Foto: Reprodução/TV Globo
Ônibus foram usados como barricadas. Foto: Reprodução/TV Globo

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Por Redação

Três ônibus foram sequestrados e utilizados como barricadas por criminosos na manhã desta segunda-feira (13) durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os veículos foram posicionados para bloquear a Estrada de Botafogo e a Avenida Pastor Martin Luther King, dificultando o avanço das equipes policiais.

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Segundo a PM, a ação ocorreu no momento em que os agentes ingressavam na comunidade para cumprir uma operação voltada ao combate a roubos de cargas e veículos, além da remoção de barricadas instaladas por criminosos para impedir a entrada das forças de segurança.

Durante a operação, algumas barricadas também foram incendiadas. Equipes foram mobilizadas para desobstruir as vias e restabelecer a circulação na região.

De acordo com o Rio Ônibus, a ocorrência provocou mudanças no trajeto de sete linhas do transporte coletivo: 778 (Pavuna x Cascadura), 920 (Pavuna x Bonsucesso), 665 e SVB665 (Pavuna x Saens Peña), 687 e 688 (Pavuna x Méier) e 919 (Pavuna x Bonsucesso).

A Polícia Militar informou ainda que os agentes realizam buscas por veículos roubados ou clonados que possam estar sendo utilizados por organizações criminosas. A operação é coordenada pelo 41º BPM (Irajá), com apoio de setores de inteligência e do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (Gesar).

Escolas e unidades de saúde afetadas

A violência na região também provocou impactos nos serviços públicos. A Secretaria Municipal de Educação informou que 19 unidades escolares tiveram as atividades suspensas por questões de segurança.

Já a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que duas unidades de Atenção Primária interromperam totalmente o atendimento durante a operação. Uma terceira unidade também suspendeu as atividades e avalia a retomada do funcionamento ao longo do dia.

Segundo a Polícia Militar, antes do início da ação houve comunicação prévia aos órgãos municipais e estaduais das áreas de transporte, saúde e educação, além do Centro de Operações e Resiliência (COR) e do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, como parte do protocolo adotado para minimizar os impactos à população.

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