O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste domingo (21) a uma publicação da colunista Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de S. Paulo, que questionou a ausência de pedido de busca e apreensão contra ele no âmbito do chamado caso Master.
A fala envolve a divulgação de encontros e tratativas com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que não há irregularidade na relação citada no texto e que investimentos privados em produção audiovisual não configurariam ilícito.
“Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no @Estadao. Não há absolutamente nada de errado”, escreveu.
O senador também afirmou que, na lógica apresentada pela colunista, haveria questionamentos indevidos a outras instituições. Ele ainda sustentou que o caso tem motivação política e negou a existência de crime.
Coluna questiona ausência de buscas
No texto, Cantanhêde cita as operações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ambos alvos de buscas autorizadas no âmbito da investigação relacionada ao Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a colunista, o fato de os dois parlamentares terem sido alvo de medidas enquanto Flávio não teria sido incluído nas diligências levanta questionamentos sobre o andamento da investigação e a simetria das ações da Polícia Federal (PF).
