O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou hoje (22), durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pretende reduzir despesas públicas, ampliar privatizações, acelerar licenciamentos e reforçar o combate à criminalidade caso ganhe as eleições.
Ao apresentar sua visão para a economia, o parlamentar afirmou que o país possui oportunidades para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Segundo ele, a redução da burocracia e a venda de ativos estatais podem gerar receitas e estimular investimentos.
“O Lula sabe todos os ministros dele? Duvido. São 39 ministérios. Você não tem nem como cobrar metas de um ministério diante do que está acontecendo. Qual o resultado? Um governo completamente sem direção.”
Na sequência, Flávio criticou os gastos do governo federal e afirmou que o aumento das despesas públicas afeta a confiança de investidores e o ambiente de negócios.
“Eu não estou aqui para julgar despesas. Como eu disse aqui, eu vejo dificuldade quando isso acaba desgastando a credibilidade, a confiança do investimento e o ambiente de negócios aqui no Brasil.”
O senador também defendeu mudanças no modelo de exploração de petróleo e afirmou que pretende retomar o sistema de concessões em determinadas áreas. Segundo ele, a burocracia tem atrasado projetos e investimentos.
“Olha a burocracia que demora para se fazer uma concessão. É o que eu pretendo fazer: mudar o método desses leilões de petróleo para voltar para a concessão.”
Ainda na área econômica, Flávio citou a possibilidade de privatizações e de venda de ativos ligados à Petrobras como forma de ampliar receitas e reduzir a participação do Estado em determinados setores.
Segundo o parlamentar, a simplificação regulatória deve caminhar junto com a modernização dos processos de licenciamento e fiscalização. Ele afirmou que muitas exigências burocráticas já poderiam ser substituídas por ferramentas tecnológicas e critérios mais objetivos.
“Você pode simplificar isso. Se nós tivermos segurança jurídica, teremos mais investimentos.”
Flávio também projetou um cenário político mais favorável às pautas defendidas pelo campo conservador após as próximas eleições nacionais. Segundo ele, um Congresso alinhado a essa agenda poderia promover reformas institucionais e econômicas.
“Olha o que está em jogo neste país. Nós queremos ter um presidente com essa mentalidade e um Congresso Nacional majoritariamente com esta mentalidade.”
Em outro momento, o senador voltou a tratar da segurança pública e defendeu o fortalecimento do sistema prisional como estratégia para enfraquecer facções criminosas.
“Nunca vou ser omisso. Quem não gostar, continua com o que está aí. O que eu vou oferecer ao Brasil é um Brasil sem impunidade.”
O parlamentar afirmou que pretende ampliar o rigor penal para crimes graves e recuperar o controle de áreas dominadas pelo crime organizado.
“Vamos recuperar o espaço perdido. O primeiro problema que vamos recuperar são as cadeias.”
Flávio citou o modelo adotado em Santa Catarina como exemplo de gestão prisional. Segundo ele, presos condenados por crimes de menor potencial ofensivo podem ser inseridos em atividades produtivas dentro das unidades prisionais.
“Lá em Santa Catarina, criminoso que não é violento, aquelas pessoas cometendo crimes menos graves, a indústria e as empresas estão dentro do presídio, utilizando aquela mão de obra.”
Ao encerrar sua participação, o senador afirmou que pretende criar condições para ampliar a segurança, estimular o empreendedorismo e gerar oportunidades econômicas para a população.
“Quero o brasileiro voltando a estar em paz na rua, voltando a estar sem medo, sem receio de empreender, fazendo com que aquelas pessoas que mais precisam tenham uma oportunidade de crescer na vida, de deixar um legado para os seus filhos e para as suas netas.”
Flávio concluiu dizendo acreditar que o país pode voltar a ocupar posição de destaque na economia global nos próximos anos.
“O Brasil vai voltar a estar entre as sete maiores economias do mundo nos próximos cinco anos, porque nós juntos vamos construir esse projeto para o presente.”
