Chefe do PCC solto por desembargador é preso na Bolívia
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Justiça

6 anos foragido: Chefe do PCC solto por desembargador é preso na Bolívia

Prisão ocorreu em Santa Cruz de La Sierra durante ação da polícia boliviana

Foto: Reprodução

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Por Redação

A polícia boliviana prendeu nesta manhã (26) o traficante Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu, foragido desde 2020 e apontado como um dos chefes do PCC, principal grupo narcoterrorista do Brasil. A detenção foi realizada pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, na região de Santa Cruz de La Sierra.

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Palermo estava foragido há seis anos após deixar o presídio de segurança máxima em Campo Grande, quando obteve prisão domiciliar em abril de 2020. A expectativa é de que ele seja expulso da Bolívia.

Condenado a quase 126 anos de prisão, o traficante foi beneficiado por um habeas corpus concedido durante plantão judicial em Mato Grosso do Sul. A decisão, assinada pelo então desembargador Divoncir Maran, levou menos de 40 minutos e autorizou a saída do preso para regime domiciliar.

Horas após ser solto, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Desde então, entrou para a lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

O magistrado responsável pela decisão acabou punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em fevereiro de 2026, com aposentadoria compulsória, pela concessão da prisão domiciliar.

Palermo também tem histórico de crimes de grande repercussão. Em agosto de 2000, participou do sequestro de um Boeing 737 da Vasp, que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi interceptado cerca de 20 minutos após a decolagem. A aeronave pousou em Porecatu, no Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo caso, foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão.

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