Sete líderes do Comando Vermelho são enviados para presídios federais
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Sete líderes do Comando Vermelho são enviados para presídios federais

Tribunal de Justiça do Rio autoriza transferência de sete líderes do Comando Vermelho para presídios federais após operação que matou 121 pessoas

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Decisão atinge criminosos apontados como chefes da facção dentro do sistema prisional

 

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira (4) a transferência de sete presos apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) para penitenciárias federais. Segundo o governo estadual, os detentos atuavam no comando da facção de dentro do sistema prisional.

Os nomes confirmados são Arnaldo da Silva Dias (Naldinho), Carlos Vinicius Lírio da Silva (Cabeça do Sabão), Eliezer Miranda Joaquim (Criam), Fabrício de Melo Jesus (Bicinho), Marco Antônio Pereira Firmino da Silva (My Thor), Alexander de Jesus Carlos (Choque) e Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha).

Outros dois detentos — Wagner Teixeira Carlos e Leonardo Farinazzo Pampuri (Léo Barrão) — seguem com a transferência pendente, à espera de informações adicionais da Secretaria de Polícia Civil, que devem ser encaminhadas em até cinco dias.

O caso do cabo da Marinha Riam Maurício Tavares Mota, também incluído na lista inicial, ainda depende de decisão do juízo responsável por crimes de organização criminosa. Riam foi preso sob acusação de operar drones armados para o Comando Vermelho.

Em 2023, o militar foi detido pela Polícia Federal dentro de um quartel em Niterói (RJ). A investigação aponta que ele desenvolveu dispositivos para acoplar granadas a drones e treinava integrantes da facção para ataques a grupos rivais.

A transferência dos presos foi requisitada após a Operação Contenção, conduzida pelas polícias Civil e Militar, que resultou em 121 mortos, incluindo dois policiais civis e dois militares do Bope.

Segundo o TJ-RJ, os detentos transferidos já tinham condenações por tráfico de drogas e não foram presos durante a operação. A Justiça afirma que eles exercem papel de liderança no Comando Vermelho. Até a conclusão do processo, permanecem em presídios de segurança máxima no estado do Rio.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade