Zema diz que “pressão deu certo” após maioria no STF manter prisão de Vorcaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Zema diz que “pressão deu certo” após maioria no STF manter prisão de Vorcaro

Governador de MG pede atenção a possíveis mudanças no julgamento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reagiu nesta sexta-feira (13) à decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que formou maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

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Em publicação nas redes sociais, Zema afirmou que a mobilização em torno do caso teve impacto no posicionamento do tribunal.

“Nossa pressão deu certo. A maioria do STF decidiu manter Daniel Vorcaro preso”, escreveu o governador.

Apesar da manifestação, o chefe do Executivo mineiro afirmou que o julgamento ainda deve ser acompanhado com cautela. Segundo ele, o cenário pode sofrer mudanças até a conclusão do processo.

“Mas não é hora de comemorar. Em Brasília, muitas vezes as coisas mudam na calada da noite. Seguiremos vigilantes”, acrescentou.

A declaração ocorreu após o colegiado alcançar maioria para confirmar a decisão do relator do caso, o ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão preventiva do banqueiro no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Maioria formada

Até o momento, três ministros da Segunda Turma votaram pela manutenção da prisão preventiva: o relator André Mendonça e os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Com o placar de 3 a 0, o colegiado já formou maioria para confirmar a decisão individual do relator.

Ainda resta o voto do ministro Gilmar Mendes para o encerramento do julgamento, que ocorre no plenário virtual da turma. Dias Toffoli, que também integra o colegiado, porém, declarou-se suspeito e não participa da análise.

Em seu voto, Mendonça afirmou que há indícios relevantes da prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o ministro, as investigações apontam para a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções e utilização de empresas para viabilizar operações financeiras e ocultar pagamentos ilícitos.

Para o relator, os elementos reunidos indicam que Vorcaro teria exercido papel central no funcionamento do esquema investigado.

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