Deputado do PL é um dos alvos de punição indicada pela Corregedoria da Câmara
Após a Corregedoria da Câmara recomendar a suspensão de seu mandato hoje (19), o deputado Zé Trovão (PL-SC) declarou que “30 dias não são nada”. Ele é um dos parlamentares apontados como envolvidos na obstrução no plenário no mês passado.
“Acabo de ser informado de que meu mandato, por defender o povo, por ter feito aquela barreira humana na Câmara dos Deputados em favor da anistia, foi suspenso. Do povo que está preso e encarcerado, foi suspenso por 30 dias. Não me importo, faria mil vezes se fosse preciso”, afirmou em publicação nas redes sociais.
30 dias não é nada, para quem irá guerrear uma vida inteira a favor do catarinense e dos brasileiros presos injustamente!
Com toda certeza, não desisistirei dessa guerra e continuaremos lutando por aquilo que é certo! pic.twitter.com/RO6AsGc7hm
— Zé Trovão Deputado Federal (@TrovaoDas) September 19, 2025
Apesar da manifestação, a suspensão ainda depende de decisão do Conselho de Ética.
O parecer da Corregedoria prevê punição mais severa para Marcos Pollon (PL-MS), com suspensão de 90 dias por “conduta e declarações difamatórias contra a presidência da Câmara”. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também teve recomendação de 30 dias de afastamento por ocupar a cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) durante a obstrução.
Além deles, Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Júlia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Pr. Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Luciano Zucco (PL-RS) devem receber advertências por escrito.
