O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro.
O ministro manteve o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, no exercício do cargo de chefe do Executivo até o julgamento do processo na Corte.
Zanin entendeu que o caso deve ser analisado em plenário presencial. Ainda não há data definida para o julgamento, que dependerá de decisão do presidente do STF, Edson Fachin.
Nesta sexta-feira (27), o PSD entrou com ação no Supremo para suspender o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral que autorizava eleições indiretas no estado.
Com a decisão, o julgamento que ocorria no plenário virtual foi interrompido. As ações devem ser analisadas em conjunto no plenário físico.
Zanin já havia votado, em outro processo, pela realização de eleições diretas no estado.
A discussão envolve a sucessão do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou ao cargo durante julgamento no TSE sobre sua inelegibilidade.
O STF também havia formado maioria para manter o caráter secreto da votação indireta. Seis ministros votaram nesse sentido: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin.
Divergiram e votaram por eleições diretas os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Zanin.
Com a decisão, o julgamento será reiniciado e analisado em conjunto com a nova ação.
