Wajngarten sobre decisão de Moraes: “criminalização da advocacia” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Wajngarten sobre decisão de Moraes: “criminalização da advocacia”

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Por Adrian Almeida

Investigação envolve suposta obstrução com base em mensagens da defesa de Cid

Após ser convocado a depor pela Polícia Federal no inquérito que apura tentativa de obstrução de justiça envolvendo o tenente-coronel Mauro Cid, o advogado e ex-chefe da Secretaria de Comunicação do governo Bolsonaro Fábio Wajngarten reagiu publicamente à decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em publicação no X, Wajngarten classificou a medida como parte de uma tentativa de “criminalizar a advocacia”.

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Recebo com tranquilidade a notícia de que terei que prestar depoimento em inquérito policial […] A criminalização da advocacia é a cortina de fumaça para tentar ocultar a expressa falta de voluntariedade do réu delator Mauro Cid e a consequente nulidade da colaboração.”, afirmou.

Moraes determinou que Wajngarten e o advogado Paulo Cunha Bueno sejam ouvidos no prazo de cinco dias, após indícios de que teriam atuado para interferir na colaboração premiada de Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

A decisão do ministro do STF se baseia em documentos apresentados pela própria defesa de Mauro Cid. Segundo Moraes, as mensagens indicariam uma possível tentativa de orientação à filha do militar para apagar conteúdos de seu celular, além de relatos de abordagens presenciais em locais sociais, como a Hípica de São Paulo.

Wajngarten negou qualquer conduta ilegal e disse que sempre atuou dentro da legalidade.

Sempre atuei como advogado e gestor de crise de imprensa produzindo relatórios de mídia diários que mais de 200 pessoas recebem”, escreveu.

Para ele, o verdadeiro objetivo do inquérito é desviar o foco da fragilidade da delação de Cid. Ele também questionou o fato de a decisão de Moraes ter sido amplamente divulgada pela imprensa, mesmo com o inquérito sob sigilo.

Causa indignação e não surpresa que a decisão do Ministro seja amplamente publicizada enquanto as razões que supostamente as motivam estejam em sigilo.”

Wajngarten afirmou que se manifestará novamente assim que tiver acesso formal aos autos.

Tão logo tenha acesso aos autos do inquérito, que não seja através da imprensa, voltarei a me manifestar. Estarei, como sempre estive, ao lado da verdade e da Justiça.”

A investigação segue sob sigilo no STF, e inclui outras frentes relacionadas à delação de Mauro Cid.

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