Durante participação no programa Alive, nesta segunda-feira (19), o senador Magno Malta (PL-ES) voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Para o parlamentar, o acordo extrapola a esfera privada e representa um grave conflito de interesses.
Segundo Magno Malta, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não buscou apenas serviços jurídicos.
“Ele não contratou a Viviane. Ele contratou um ministro do Supremo para chamar de seu”, afirmou.
O acordo, revelado pelo jornal O Globo, previa o pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório da família Moraes entre 2024 e 2027, totalizando R$ 129 milhões. Os repasses foram interrompidos após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central.
O contrato incluía atuação junto ao Banco Central, Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal, Poder Judiciário e acompanhamento de projetos no Congresso Nacional.
Malta anunciou que pretende protocolar um requerimento para convidar Viviane Barci de Moraes a prestar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Ação perdida
Durante o programa, a apresentadora e cientista política Júlia Lucy destacou que, na única ação judicial conhecida em que o escritório de Viviane atuou diretamente em favor do Banco Master, o banco foi derrotado.
Trata-se de uma queixa-crime apresentada por Vorcaro contra o investidor Vladimir Joelsas Timmerman, fundador da Esh Capital. O processo foi analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitou a queixa-crime tanto em primeira quanto em segunda instância.
Vorcaro e o Banco Master acusavam Timmerman de calúnia, após o investidor denunciar supostas fraudes financeiras envolvendo fundos ligados ao banco e ao empresário Nelson Tanuri, com possível manipulação de mercado e conflitos de interesse relacionados à construtora Gafisa.
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