O advogado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela Polícia Federal (PF) como chefe da “milícia privada” de Daniel Vorcaro, afirmou que não foi aberto protocolo de morte cerebral do “Sicário”. No entanto, a defesa diz que o estado de saúde dele é “grave”.
Segundo o advogado Robson Lucas, Mourão segue internado no CTI do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
“De acordo com o boletim médico divulgado hoje à tarde, o estado de saúde de Luiz Phillipi continua grave e ele permanece em monitoramento no CTI do Hospital João XXIII. Não houve alteração de ontem para hoje e não estão presentes, até o momento, os requisitos clínicos que autorizem o início do protocolo de morte cerebral. Amanhã, no horário de visitas, entre 14h30 e 15h30, teremos informações atualizadas”, afirmou ontem (05) o advogado.
A PF de Minas Gerais chegou a informar que Mourão teria cometido suicídio na quarta (04). Uma nota nacional da corporação, porém, não confirmou o óbito. Segundo a PF, ele foi encontrado desacordado na cela da Superintendência Regional no estado.
A tentativa ocorreu enquanto Mourão permanecia preso após ser detido na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Inicialmente, a PF informou que médicos do hospital teriam constatado morte cerebral. Minutos depois, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou nova informação e disse que o investigado seguia em estado grave no CTI.
Nas investigações da corporação, o “Sicário” é apontado como responsável por obter informações sigilosas, monitorar adversários e neutralizar situações consideradas sensíveis aos interesses do dono do Banco Master.

Em nota, a PF afirmou que agentes prestaram socorro imediato ao tomar conhecimento do caso. “Foram iniciados procedimentos de reanimação e acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”, informou a corporação.
Segundo a polícia, Mourão foi reanimado por cerca de 30 minutos pelo Grupo de Pronta Intervenção da PF em MG e depois encaminhado ao hospital por uma equipe do Samu.
Em entrevista ao site g1, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. Acrescentou ainda que a corporação abriu inquérito para apurar a tentativa de suicídio.
O episódio envolvendo o “Sicário” foi comunicado ao gabinete de André Mendonça, relator no STF do caso Master.
