Presidente dos EUA revela que sua pressão ajudou a garantir o cessar-fogo entre Israel e Hamas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que sua intervenção foi decisiva para que Israel aceitasse o cessar-fogo na Faixa de Gaza, vigente desde 13 de outubro.
Segundo o republicano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, precisou “parar” devido à pressão internacional. A declaração foi realizada em entrevista à revista Time, divulgada nesta quinta-feira (23).
Trump relatou que ligou para Netanyahu em 4 de outubro e o alertou: “Bibi, você não pode lutar contra o mundo.”
Ele classificou como “erro tático” o ataque de Israel a líderes do Hamas no Qatar, mas disse que o episódio acabou unindo países árabes em torno do plano de paz negociado por EUA, Egito e Turquia.
O presidente americano reforçou que impediu Israel de anexar a Cisjordânia, sob risco de perder o apoio norte-americano e prejudicar a relação com os países árabes.
O acordo de paz, vigente desde 13 de outubro, prevê cessar-fogo, troca de reféns por prisioneiros palestinos e ajuda humanitária à Gaza, além da futura criação de um Estado palestino governado por tecnocratas.
Trump disse que ainda não está definido quem liderará o novo Estado, citando Abbas e Marwan Barghouti como possíveis nomes.
Segundo o líder da Casa Branca, o enfraquecimento do Irã após ataque norte-americano a instalações nucleares foi crucial para viabilizar o cessar-fogo e a aproximação entre Israel e países árabes.
Ele também prevê que a Arábia Saudita normalizará relações com Israel ainda este ano.
