Vereador propõe lei ‘anti-Anitta’ para barrar verba em shows eróticos em Curitiba - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Vereador propõe lei ‘anti-Anitta’ para barrar verba em shows eróticos em Curitiba

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O vereador Guilherme Kilter (Novo) protocolou na Câmara Municipal de Curitiba o projeto de lei apelidado de “anti-Anitta”, que proíbe o uso de dinheiro público para eventos com nudez, simulação de atos sexuais ou conteúdo erótico.

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A proposta, apresentada nesta quinta-feira (20), visa proteger crianças e adolescentes, impedindo o patrocínio de espetáculos considerados inapropriados para menores. Segundo Kilter, a cantora Anitta já teria recebido verba pública para apresentações desse tipo.

“O dinheiro do cidadão não pode financiar eventos que atentam contra os princípios da família e expõem crianças a conteúdos impróprios”, justificou o vereador.

O projeto determina que, se a regra for descumprida, o contrato será cancelado e o responsável terá que pagar multa de 100% do valor investido, com os recursos destinados ao Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA).

Kilter argumenta que a medida não é censura, mas sim responsabilidade na gestão do dinheiro público. “A cultura deve ser incentivada, mas sem comprometer a formação moral das novas gerações”, afirmou.

Moção de repúdio

Na última quinta-feira (13), Kilter apresentou uma moção de repúdio ao show “Ensaios da Anitta”, realizado em Curitiba. Ele criticou a artista por “banalizar a família tradicional” e afirmou que “Curitiba não tem esse perfil”.

“Anitta usa da sexualização e da banalização das relações sociais para se promover”, declarou ao jornal Gazeta do Povo.

Embora o show tenha sido um evento privado, Kilter destacou que ocorreu na Pedreira Paulo Leminski, um espaço público. Segundo ele, “não podemos normalizar um espetáculo de vulgarização sexual a céu aberto”.

O vereador defendeu que Curitiba preserve os valores familiares tradicionais e acusou eventos desse tipo de “objetificar mulheres e banalizar as relações humanas”.

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