Venezuela anuncia retomada das relações diplomáticas com os EUA
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Mundo

Venezuela anuncia retomada das relações diplomáticas com os EUA

Segundo a chancelaria, a iniciativa tem como objetivo estabelecer um canal diplomático formal para tratar da captura de Maduro. Foto: UN/ Jean-Marc Ferré.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Decisão foi comunicada pela chancelaria e prevê o envio de delegações para discutir a reabertura das embaixadas

O governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (9) a retomada das relações diplomáticas com os Estados Unidos, menos de uma semana após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro por autoridades norte-americanas.

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A medida foi oficializada em comunicado divulgado pelo chanceler Yván Gil Pinto.

Segundo a chancelaria, a iniciativa tem como objetivo estabelecer um canal diplomático formal para tratar da captura de Maduro e da ex-primeira-dama Cilia Flores. Apesar do gesto de aproximação com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), o governo venezuelano afirma que a medida está ancorada nos princípios do direito internacional e da soberania nacional.

“A fim de lidar com essa situação no âmbito do direito internacional e em estrita observância aos princípios da soberania nacional e da diplomacia bolivariana de paz, o governo bolivariano da Venezuela decidiu iniciar um processo diplomático exploratório com o governo dos Estados Unidos da América”, diz o comunicado.

O texto acrescenta que o objetivo é “o restabelecimento de missões diplomáticas em ambos os países” e a construção de “uma agenda de trabalho de interesse mútuo”.

Sem informar um cronograma, Caracas confirmou que uma delegação de diplomatas norte-americanos deve chegar ao país para as primeiras rodadas de conversa.

Entre os temas em discussão está a possível reabertura da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, fechada desde 2019. Em contrapartida, uma missão da diplomacia chavista também deverá viajar a Washington com a mesma finalidade.

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