Operação militar causou apagões em Caracas e levou ex-ditador da Venezuela e sua esposa aos EUA
O governo da Venezuela determinou nesta segunda-feira (5) que a polícia comece imediatamente a busca e captura de todos os envolvidos na operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro no último sábado (3).
A ação, realizada por forças norte-americanas em Caracas, atingiu instalações militares e causou apagões em parte da capital.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados aos Estados Unidos e devem ser apresentados hoje à Justiça em Nova York, enfrentando acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas automáticas.
Washington afirma que o presidente venezuelano liderava o Cartel de los Soles, grupo acusado de traficar drogas da América do Sul para os EUA.
No país, as Forças Armadas reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina. Ela enviou carta aberta ao presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo diálogo, cooperação e o fim das hostilidades, defendendo que a Venezuela aspire “viver sem ameaças externas”.
A operação provocou reações internacionais: Rússia, China e aliados da Venezuela criticaram a ação como violação da lei internacional, enquanto União Europeia e aliados dos EUA a apoiaram.
O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje para debater a prisão de Maduro, com participação de todos os 15 membros, incluindo o Brasil.
