Cerimônia no Bope reúne colegas e familiares em clima de comoção; coronel diz que confronto foi “guerra declarada”
Os dois policiais militares mortos durante a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, foram velados na manhã desta quinta-feira (30) na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na zona norte do Rio de Janeiro. A ação deixou 121 mortos, entre suspeitos e agentes de segurança.
O velório ocorreu de forma reservada, e reuniu familiares, colegas de farda e autoridades da segurança pública. Os sargentos Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, e Cleiton Serafim Gonçalves, de 42, deixam esposa e filhos. Heber era especialista em tiro de precisão, enquanto Cleiton integrava a equipe de apoio tático e foi atingido no abdômen durante o confronto.

foto: Divulgação
O comandante do Bope, coronel Marcelo Corbage, descreveu o episódio como um dos mais intensos já enfrentados pela tropa.
“Nunca vi nada igual. Eles (os suspeitos) estavam preparados para guerra e encontraram a guerra”, afirmou o coronel, em referência à resistência armada das facções durante a operação.
Os dois policiais civis que também morreram na ação foram enterrados ontem.
