Veja como funcionará vigilância externa permanente na casa de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Veja como funcionará vigilância externa permanente na casa de Bolsonaro

Bolsonaro explicou intervenção na tornozeleira
Bolsonaro explicou intervenção na tornozeleira

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Polícia Penal do DF fará monitoramento em tempo real após determinação de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que equipes da Polícia Penal do Distrito Federal façam o monitoramento externo, em tempo real, da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde 4 de agosto.

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A medida foi tomada após pedido do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na decisão, Moraes estabeleceu que o policiamento seja feito sem exposição indevida, sem medidas intrusivas e com possibilidade de uso de uniforme e armamento, a critério da corporação. Também determinou a manutenção e checagem constante da tornozeleira eletrônica.

Urgente: Moraes ordena monitoramento integral de Bolsonaro

O ofício da PF cita um “risco concreto” de fuga e menciona informações de que Bolsonaro poderia tentar ingressar na Embaixada dos Estados Unidos para pedir asilo. A decisão do ministro também destaca a proximidade do julgamento no STF sobre a ação penal que investiga tentativa de golpe de Estado, além de um rascunho de pedido de asilo político na Argentina apreendido pela Polícia Federal.

Paralelamente, a PF solicitou autorização para manter agentes 24 horas dentro da residência de Bolsonaro. No documento, o órgão alega que o monitoramento eletrônico pode falhar em razão do sinal de telefonia ou de possíveis interferências. Moraes encaminhou o pedido para nova manifestação da PGR.

A Procuradoria havia recomendado apenas vigilância ostensiva no entorno da casa. A PF argumenta que a proposta exigiria mais servidores e fiscalização intensa no condomínio, o que poderia causar transtornos aos moradores.

A defesa de Bolsonaro reforçou que o pedido de vigilância interna é um “constrangimento desnecessário”.

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