Polícia Penal do DF fará monitoramento em tempo real após determinação de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que equipes da Polícia Penal do Distrito Federal façam o monitoramento externo, em tempo real, da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde 4 de agosto.
A medida foi tomada após pedido do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na decisão, Moraes estabeleceu que o policiamento seja feito sem exposição indevida, sem medidas intrusivas e com possibilidade de uso de uniforme e armamento, a critério da corporação. Também determinou a manutenção e checagem constante da tornozeleira eletrônica.
O ofício da PF cita um “risco concreto” de fuga e menciona informações de que Bolsonaro poderia tentar ingressar na Embaixada dos Estados Unidos para pedir asilo. A decisão do ministro também destaca a proximidade do julgamento no STF sobre a ação penal que investiga tentativa de golpe de Estado, além de um rascunho de pedido de asilo político na Argentina apreendido pela Polícia Federal.
Paralelamente, a PF solicitou autorização para manter agentes 24 horas dentro da residência de Bolsonaro. No documento, o órgão alega que o monitoramento eletrônico pode falhar em razão do sinal de telefonia ou de possíveis interferências. Moraes encaminhou o pedido para nova manifestação da PGR.
A Procuradoria havia recomendado apenas vigilância ostensiva no entorno da casa. A PF argumenta que a proposta exigiria mais servidores e fiscalização intensa no condomínio, o que poderia causar transtornos aos moradores.
A defesa de Bolsonaro reforçou que o pedido de vigilância interna é um “constrangimento desnecessário”.
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