Valdemar manifesta apoio a Sóstenes e Jordy após operação da PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Valdemar manifesta apoio a Sóstenes e Jordy após operação da PF

Valdemar Costa Neto disse que Donald Trump não deve se afastar de Jair Bolsonaro após encontro com Lula na Malásia.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente do PL diz que partido seguirá ao lado dos deputados e acompanhará desdobramentos

O PL manifestou solidariedade e apoio aos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) após os parlamentares serem alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. A ação cumpriu mandados na manhã de hoje (19).

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A nota foi assinada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e divulgada nas redes sociais. O PL informou que acompanha os desdobramentos da operação e seguirá ao lado dos deputados, afirmando confiança de que os fatos “serão devidamente apurados, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência”.

“O PL manifesta sua solidariedade e apoio aos parlamentares, destacando que o deputado Sóstenes Cavalcante prestou, de forma transparente, todos os esclarecimentos solicitados pela imprensa durante coletiva realizada há pouco no Salão Verde da Câmara, e da mesma forma o deputado Carlos Jordy, por meio de suas redes sociais”, diz a nota.

Operação Galho Fraco

A operação, batizada de “Galho Fraco”, foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de um esquema criminoso no qual “agentes públicos e empresários teriam estabelecido um acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares”. Ainda de acordo com a corporação, os investigados teriam utilizado uma empresa de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, expedidos por determinação do ministro do STF.

Há cerca de um ano, a Polícia Federal solicitou que os parlamentares fossem incluídos como alvos da investigação. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra, e o ministro seguiu o parecer. Com isso, os mandados tiveram como alvo apenas assessores dos deputados.

Sóstenes fala em recurso lícito

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou a jornalistas que os R$ 400 mil em dinheiro vivo apreendidos em sua residência são provenientes da venda de um imóvel.

“Sobre o dinheiro encontrado em minha residência, é recurso lícito de venda de imóvel de minha propriedade. Aparece lacrado, identificado. Quem quer viver de dinheiro de corrupção, bota em outro lugar”, disse.

“É muito típico de quem teme se esconder. Eu não tenho nada a temer e, por isso, estou aqui, de cabeça erguida, para dar as explicações aos meus eleitores do Rio de Janeiro, ao povo brasileiro e, com certeza, nas instâncias judiciais, meus advogados e contadores darão as explicações todas necessárias para o esclarecimento desse caso”, afirmou.

Em outro momento, declarou: “Quero dizer que essa investigação é mais uma investigação para perseguir quem é da oposição, quem é conservador, quem é de direita”.

Jordy fala em perseguição

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também se manifestou sobre a operação. Investigado por suposto desvio de cota parlamentar, afirmou estar sofrendo uma “perseguição implacável” e citou uma suposta “ditadura” do Poder Judiciário.

“Hoje, no aniversário da minha filha, a PF fez busca e apreensão novamente na minha casa por determinação de Flávio Dino. Perseguição implacável!”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Segundo o parlamentar, a principal alegação da investigação é o suposto desvio de recursos por meio de uma empresa de fachada, uma locadora de veículos. Ele afirmou que outros deputados utilizam os serviços da mesma empresa, incluindo Sóstenes Cavalcante.

“A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos dessa empresa, que aluga para vários outros deputados, dizendo que as outras empresas têm 20 veículos na sua frota e a Harue tem apenas cinco veículos”, afirmou em vídeo. A empresa citada é a Harue Locação de Veículos.

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