Ele também aponta o Senado Federal como palco da disputa pela anistia
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a afirmar que o partido trabalha pela candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2026, evitando confirmar o nome de Tarcísio de Freitas (SP) como herdeiro natural dessa vaga. Em entrevista à Folha, Valdemar falou sobre a imprevisibilidade de Bolsonaro, lembrando que ele surpreendeu ao lançar Tarcísio candidato ao governo de São Paulo em 2022.
Segundo o dirigente, Bolsonaro já mencionou outros nomes como alternativas, entre eles o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). “Ele é imprevisível. Não vou me surpreender se escolher outro”, disse Valdemar.
O presidente do PL também afastou a hipótese de conflito entre Bolsonaro e o filho, deputado Eduardo Bolsonaro (SP), em caso de divergências sobre a sucessão.
“Ele estava nervoso. Não acredito que brigue com o pai dele… Vai ajudar a matar o pai de vez? Porque o que o Bolsonaro está passando… Nossa Senhora”, afirmou.
Ao comentar a proposta de redução de penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, Valdemar defendeu que a medida contemple não só os manifestantes, mas também garanta a elegibilidade de Bolsonaro. “Bolsonaro tem que ser candidato. O Lula não foi?”, questionou.
O dirigente disse ainda que o Senado Federal será o principal campo de disputa nesse tema e garantiu que o PL poderá usar a obstrução como instrumento de pressão. “Temos número para parar o Senado”, avisou.
Para Valdemar, a expectativa é de que a aprovação da anistia também reverbere no cenário internacional.
“Queremos o Bolsonaro [livre]. É o que o partido quer. Acho que o que o [presidente dos EUA Donald] Trump está esperando é a aprovação da anistia. O Bolsonaro tem que ser candidato. Você imaginava que o Lula seria candidato? Ninguém. Hugo precisa tirar isso da frente, está atrapalhando a vida dele”, concluiu.
