Governo adia expectativa e prevê vacina nacional contra dengue apenas para 2026
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Governo adia expectativa e prevê vacina nacional contra dengue apenas para 2026

Vacina nacional contra dengue deve ficar pronta só em 2026 Foto: Butantan/ Agência Brasil
Vacina nacional contra dengue deve ficar pronta só em 2026 Foto: Butantan/ Agência Brasil

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Por Redação

Ministério da Saúde admite que o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan ainda precisa passar por nova etapa de testes

O Ministério da Saúde anunciou que a vacina nacional contra a dengue deverá estar disponível somente em 2026, frustrando a expectativa inicial de que o imunizante começasse a ser aplicado já no próximo ano.

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O produto está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, em parceria com a Fundação Gates, e ainda precisa concluir uma nova fase de estudos clínicos antes de receber o aval da Anvisa.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que o governo está acompanhando de perto o processo, mas reforçou que a prioridade é garantir segurança e eficácia antes de liberar o uso.

Enquanto isso, o Brasil deve manter em 2025 a estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti como principal forma de controle da doença.

Técnicos da pasta alertam que o país pode enfrentar novo aumento de casos no próximo verão, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde as chuvas e o calor favorecem a reprodução do vetor.

A promessa do governo é que, com a conclusão dos testes do Butantan e a autorização da Anvisa, a produção em larga escala começará em 2026, marcando a primeira vacina 100% brasileira contra a dengue.

Estamos falando de um marco histórico para a ciência nacional. A vacina do Butantan será uma conquista, mas até lá, o combate ao mosquito precisa continuar firme”, disse Nísia.

O Ministério da Saúde vai promover uma ação de mobilização nacional contra a dengue no próximo sábado (8). O objetivo é conscientizar gestores públicos, profissionais da saúde e a população em geral sobre a importância das medidas recomendadas para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença.

A gente age ao longo de todo o ano, mas agora é a oportunidade de voltarmos a chamar a atenção da população para evitarmos qualquer tipo de cenário, de crescimento do número de casos”, declarou o ministro da Saúde.

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