Painel do Ministério da Saúde aponta 1.594.216 ocorrências em 2025 até a 39ª semana; país tem 1.660 óbitos confirmados
O Brasil registrou 1.594.216 casos prováveis de dengue em 2025 até a 39ª semana epidemiológica (encerrada em 27 de setembro). No período, o país confirmou 1.660 mortes pela doença; outras 314 estão em investigação, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. São Paulo lidera o número de óbitos, com 1.090 registros.
Na comparação com 2024, quando o país enfrentou uma das piores epidemias já registradas, houve forte queda: no mesmo recorte do ano passado, foram 6,42 milhões de casos prováveis e 6.213 mortes. O nível atual é semelhante ao observado em 2023 (cerca de 1,49 milhão).
O coeficiente de incidência até a 39ª semana de 2025 está em 750 casos por 100 mil habitantes (em 2024, eram 3.020 por 100 mil). O Ministério informa que os números são preliminares e podem ser atualizados conforme as secretarias estaduais validam as notificações.

Onde a doença mais avança
São Paulo também concentra o maior volume de casos prováveis (882.344), seguido por Minas Gerais (157.308), Paraná (106.138) e Goiás (93.813). Entre as unidades com menor registro proporcional estão Roraima e Sergipe.
Mulheres respondem por 54% das ocorrências e a faixa etária de 20 a 29 anos é a mais afetada, segundo o painel oficial. A distribuição por raça/cor indica maior número de registros entre pessoas autodeclaradas brancas (49,3%).
Prefeituras e governos estaduais mantêm ações de controle do Aedes aegypti e orientação para diagnóstico precoce. Com a chegada das chuvas, a vigilância sobre focos do mosquito e a adesão à vacinação onde disponível tendem a ser decisivas para evitar novo repique de casos. Dados atualizados podem ser acompanhados no painel de arboviroses do Ministério da Saúde.
