O governo Trump anunciou nesta tarde (1º) sanções contra dois brasileiros e três empresas brasileiras por ligação com rede de lavagem de dinheiro do PCC, o maior grupo narcoterrorista do Brasil. As medidas foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
É a 1ª onda de sanções aplicada pelos governo norte-americano contra alvos ligados ao crime organizado brasileiro desde que o PCC e o Comando Vermelho (CV) foram classificados como organizações terroristas internacionais.
Os sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda.
No comunicado, o Departamento do Tesouro voltou a classificar o PCC como a “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que o grupo narcoterrorista representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”.
Segundo o governo norte-americano, Victor Shimada, Stella e as três empresas integram uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC investigada na Flórida. O comunicado informa ainda que outros seis integrantes do esquema foram presos no estado norte-americano em janeiro deste ano.
Os EUA apontam Shimada como um “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais“. Ele é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar recursos ao Brasil em nome da facção, além de participar de outros crimes financeiros.
Shimada chegou a ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, em julho de 2025, por lavagem de dinheiro no âmbito do caso envolvendo a VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians.
Sobre Stella, o Departamento do Tesouro afirma que ela é parente de Shimada e atuava como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, prestando apoio logístico às operações de lavagem de dinheiro da organização.
“Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (…) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.
