As buscas por sobreviventes na Venezuela entraram no quinto dia nesta segunda-feira (29), após os megaterremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). A tragédia já deixou quase 1.500 mortos, 3.150 feridos e mais de 50 mil desaparecidos.
O número de desaparecidos foi informado pelo chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o total de mortes pode chegar a 10 mil.
Equipes de resgate de diversos países reforçam as operações em La Guaira, o estado mais afetado pelos tremores. Dezenas de edifícios desabaram e foram reduzidos a montes de areia e escombros na região litorânea, localizada a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas.
Segundo o USGS, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu uma área a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas na tarde de quarta-feira (24). Menos de um minuto depois, um segundo tremor, de magnitude 7,5, atingiu a mesma região.
Ao todo, 774 edifícios desmoronaram em todo o país, dos quais 189 sofreram colapso total. Com o número de vítimas, o terremoto duplo registrado na Venezuela em 24 de junho já é o 15º mais letal da história da América Latina.
O terremoto mais mortal da região ocorreu em Porto Príncipe, capital do Haiti, e deixou aproximadamente 316 mil mortos. O tremor foi de magnitude 7,0.
O mais letal terremoto já registrado ocorreu em Shaanxi, na China, em 1556, quando aproximadamente 830.000 pessoas morreram.
