A defesa de Jair Bolsonaro acaba de protocolar sua contestação para tentar impedir que o STF acate a denúncia da PGR contra o ex-presidente por supostamente coordenar um golpe de Estado.
Na peça, o advogado Celso Vilardi e sua equipe pedem que o tribunal decrete a “inépcia” da denúncia e acusam Paulo Gonet de “submeter o Peticionário a verdadeiro overcharging, pelo qual se apresentam múltiplas narrativas e sugere-se um quadro sombrio que pretende levar a uma condenação ideológica”.
Além de desmontar as acusações e atacar a delação de Mauro Cid, a defesa reclama que “não se teve acesso às mídias, íntegra das conversas e outros elementos probatórios que certamente demonstrariam o afastamento do Defendente das teses expostas na denúncia”.
“O Peticionário nunca praticou e nem determinou que fosse praticada qualquer violência. E jamais tentou impedir ou restringir o exercício dos demais Poderes. Pois, no fim do dia e da História, o Peticionário é aquele que não assinou nenhum decreto e não ordenou qualquer ação violenta para restringir ou impedir o exercício de um poder, bem como não tentou depor o governo constituído depois dele”, escreve a defesa.
E ainda: “Apesar das muitas insistências mencionadas no depoimento de Mauro Cid, o Defendente foi aquele que, ainda no início de dezembro, ordenava a transição de governo ao mesmo tempo que recusava qualquer violência ou qualquer ação ilegal”.
Villardi também pediu que o julgamento ocorra no plenário do Supremo e não na primeira Turma, em se tratando de um ex-presidente.
