Aliança deve formar maior força partidária do país para 2026
Os partidos União Brasil e Progressistas (PP) protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (4), o pedido de registro de uma federação partidária entre as siglas.
Batizada de União Progressista, a aliança precisa ser aprovada até seis meses antes das eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro, para já ter validade no próximo pleito. A relatoria do pedido ficará com a ministra Estela Aranha.
As federações partidárias funcionam como uma união formal de partidos, que passam a atuar como uma única legenda por no mínimo quatro anos, com obrigação de alinhamento político e eleitoral.
Isso significa que as siglas devem caminhar juntas nas disputas, decidindo em conjunto candidaturas e estratégias.
A proposta de federação foi aprovada internamente em agosto, mas divergências regionais atrasaram a formalização. Caso seja validada pelo TSE, a União Progressista se tornará a maior força partidária do Brasil em número de deputados federais, prefeitos e recursos públicos.
Maior bancada e mais recursos
A federação reunirá 108 deputados federais, formando a maior bancada da Câmara, além de 12 senadores, o que a coloca como a terceira maior no Senado. Nos municípios, o grupo contará com 1.335 prefeitos, superando todos os demais partidos. Também terá sete governadores filiados.
No campo financeiro, a União Progressista será a sigla com a maior fatia do fundo eleitoral e do fundo partidário.
Com base nos valores distribuídos em 2024, a federação teria direito a cerca de R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões em fundo partidário, superando inclusive o PL.
Distanciamento do governo e disputa presidencial
Dirigentes das duas siglas já indicaram que a federação deve adotar uma postura crítica ao governo Lula. O manifesto divulgado pelo grupo defende como pilares a responsabilidade fiscal e responsabilidade social.
No debate sobre a disputa presidencial de 2026, surgem dois caminhos principais: pelo União Brasil, o nome do governador Ronaldo Caiado (GO) é tratado como pré-candidato.
Já pelo PP, o presidente da legenda, Ciro Nogueira, tem defendido uma articulação em torno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Recentemente, as siglas também determinaram o afastamento de filiados que ocupam cargos no governo federal. O ministro do Turismo, Celso Sabino, pode ser expulso do União Brasil, enquanto André Fufuca, ministro do Esporte, foi afastado da direção do PP.
Comando da federação
Pelo estatuto da futura federação, até o fim de 2025, a direção será compartilhada entre Antonio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP). A cúpula também contará com nomes como ACM Neto, Arthur Lira, Davi Alcolumbre, Ronaldo Caiado, Pedro Lucas Fernandes, Dr. Luizinho, Cláudio Cajado e Ricardo Barros.
Entre 2026 e 2029, a presidência ficará exclusivamente com Antonio de Rueda, enquanto Ciro Nogueira será vice-presidente da aliança.
A decisão final agora cabe ao TSE. Se aprovada, a União Progressista deve redesenhar de forma significativa o tabuleiro político e eleitoral do país já na disputa de 2026
