União Brasil e PP ameaçam romper com Lula e rejeitar aumento de impostos - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

União Brasil e PP ameaçam romper com Lula e rejeitar aumento de impostos

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Por Redação

Partidos querem devolução da MP do IOF e acusam governo de falta de competência

Com 109 deputados e quatro ministérios na Esplanada, a federação formada por União Brasil e Progressistas oficializou nesta quarta-feira (11) que votará contra o pacote fiscal do governo Lula se o ministro Fernando Haddad (Fazenda) não apresentar cortes de gastos. A decisão veio acompanhada de fortes declarações dos presidentes das siglas, Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), marcando um distanciamento político cada vez mais evidente.

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Rueda foi incisivo ao denunciar o modelo fiscal do governo:

“Se o governo não apresentar a sua parte de enxugar a máquina, nós não vamos aceitar essa conta. Imposto demais é veneno, não é remédio. Vamos unir as bancadas e fechar questão contra qualquer proposta de aumento de impostos. A cada novo rombo de Orçamento, o governo gasta mais e mais e volta com novos impostos. Só aceitaremos analisar qualquer discussão fiscal se a coluna de despesas estiver no centro do debate.”

Atualmente, o União Brasil comanda os ministérios das Comunicações (Frederico Siqueira Filho), Turismo (Celso Sabino) e Desenvolvimento Regional (Waldez Góes), somando 60 deputados. Já o PP tem André Fufuca no Esporte e uma bancada de 49 parlamentares. Mesmo com presença no governo, os partidos deixaram claro que não pretendem sustentar a atual política econômica.

Ciro Nogueira foi ainda mais enfático, sugerindo uma ruptura com o Planalto já no mês que vem.

“Serei o primeiro a defender a saída do governo. Não há motivos para continuar ocupando cargos.”

A fala foi aplaudida por deputados alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando a retomada de uma articulação mais coesa da direita no Congresso Nacional.

Além da oposição ao aumento de impostos, a federação avisou que defenderá a devolução da Medida Provisória que Haddad pretende apresentar como parte do pacote fiscal. Segundo Ciro Nogueira, falta ao governo capacidade de gestão.

“Traçamos um risco no chão, de quem é contra ou a favor de aumentar impostos no país e quem é a favor de uma gestão eficiente.”

A sinalização é clara: mesmo com espaço no Executivo, União Brasil e PP não estão dispostos a carregar a conta da gastança do governo petista. A crise fiscal do Planalto se agrava agora com a perda do apoio de dois dos maiores blocos parlamentares do Congresso.

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