TSE define eleição indireta para escolha de novo governador do RJ
Brasília, Segunda, 29 de junho de 2026
Justiça

TSE define eleição indireta para escolha de novo governador do RJ

Decisão confirma que Alerj conduzirá votação em até 30 dias

Foto: Luiz Roberto/TSE

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a escolha do próximo governador do Rio de Janeiro será feita por meio de eleição indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa do estado (Alerj). A definição foi formalizada nesta terça-feira (25), após correção na certidão de julgamento que havia gerado dúvidas sobre o formato do pleito.

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A Corte ajustou o documento para explicitar que a substituição no comando do Executivo estadual deve ocorrer por votação interna dos deputados, conforme prevê a Constituição fluminense em casos de vacância nos últimos anos de mandato. Antes da retificação, o texto mencionava apenas “novas eleições”, sem especificar o modelo.

A situação foi desencadeada pela renúncia do então governador Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado dentro do prazo legal de desincompatibilização. Paralelamente, o vice-governador Thiago Pampolha também se afastou ao assumir função no Tribunal de Contas do Estado, abrindo espaço para a sucessão indireta.

Com a ausência de ambos, o comando do Palácio Guanabara passou interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, responsável agora por convocar o processo eleitoral.

A eleição deverá ocorrer em até 30 dias e definirá o nome que cumprirá o restante do mandato até 2026.

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, mas ele está afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o que contribuiu para o cenário excepcional.

A correção feita pelo TSE também encerra a controvérsia jurídica que surgiu após o julgamento, quando houve referência equivocada a regras aplicáveis a eleições diretas. Com o novo entendimento, fica consolidado que caberá aos deputados estaduais eleger, em sessão extraordinária, o chamado “governador-tampão”.

Paralelamente, o STF analisa regras para a realização da eleição indireta. O relator, ministro Luiz Fux, votou por manter o modelo com voto secreto e prazo mais amplo para desincompatibilização de candidatos — pontos que divergem da legislação aprovada pela Alerj.

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