Trump afirma que só “própria moralidade” limita seu poder
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Trump afirma que só “própria moralidade” limita seu poder

Trump afirma que só “própria moralidade” limita seu poder
Photo: White House

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Presidente dos EUA disse também que não “precisa do direito internacional”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade” e que não “precisa do direito internacional”. Declaração foi feita ontem (08) em entrevista ao The New York Times.

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De acordo com o republicano, sua “própria mente é a única coisa” capaz de contê-lo: “Não preciso de direito internacional, não quero prejudicar ninguém”.

As declarações ocorrem após os EUA capturarem o agora ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e depois de a Casa Branca informar que Trump discute formas de obter a Groenlândia, ideia defendida pelo republicano há meses sob o argumento de “segurança nacional”.

Ao ser questionado sobre a pressão exercida por ele para adquirir o território autônomo da Dinamarca, Trump afirmou sentir “que isso é psicologicamente necessário para o sucesso”: “Acho que a propriedade te dá algo que você não consegue com um arrendamento ou um tratado. A propriedade te dá coisas e elementos que você não consegue apenas assinando um documento”.

O presidente dos EUA também comentou sua relação com países europeus. Segundo ele, “tem sido muito leal” ao “Velho Continente”. “Fiz um bom trabalho. Se não fosse por mim, a Rússia teria toda a Ucrânia agora”, afirmou o republicano.

Trump minimizou ainda a proximidade do fim do principal acordo nuclear entre EUA e Rússia. “Se expirar, expira. Simplesmente faremos um acordo melhor”, disse o republicano.

O último grande tratado de controle de armas nucleares do mundo expira em quatro semanas, o que deixará os dois países sem restrições para ampliar seus arsenais pela 1ª vez em meio século.

Ainda sobre o assunto, Trump afirmou que a China possui o arsenal nuclear que mais cresce no mundo e defendeu a inclusão do país asiático em um futuro acordo sobre armas nucleares.

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