O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na tarde desta segunda-feira (23) que há um diálogo em curso entre seu governo e autoridades do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Em conversa com jornalistas, o republicano afirmou que o diálogo traz “uma grande chance de acordo”, que o Irã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares e que foram autoridades iranianas que procuraram a Casa Branca: “Eles que (nos) ligaram. Eu não liguei [para eles]”.
O republicano alegou que pode haver falta de comunicação interna no governo iraniano devido aos ataques dos EUA e de Israel e disse que a conversa não envolve o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escolhido para substituir seu pai, Ali Khamenei.
Trump afirmou não reconhecer Mojtaba como novo líder do país e disse que as negociações tratarão de uma nova liderança para o Irã.
No último sábado (20), o presidente dos EUA deu ultimato ao Irã e ameaçou destruir usinas de energia caso o Estreito de Ormuz, responsável por mais de 30% do petróleo global, não fosse reaberto em 48 horas. O Irã respondeu que qualquer ataque resultaria em represálias avassaladoras.
Na manhã de hoje, Trump anunciou em suas redes sociais uma pausa de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã, afirmando ter tido “conversas muito boas” com lideranças iranianas. Porém, menos de 1 hora depois, agências estatais iranianas negaram que existam negociações em curso.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou nesta tarde que o país não está tendo conversas com os EUA. Segundo ele, países “amigáveis” indicaram que os EUA buscam negociações, mas o Irã não respondeu. Disse ainda que as condições do Irã para o fim do conflito não mudaram.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também declarou nesta segunda que não há negociações com o governo Trump. “Notícias falsas estão sendo utilizadas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e escapar do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram”, disse Ghalibaf em rede social.
