Em post no Truth Social, presidente dos EUA disse que China “não está comprando” por estratégia de negociação e que tarifa ajudará produtores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta tarde, em publicação no Truth Social, que os sojicultores americanos estão sendo prejudicados porque a China “não está comprando” por motivos de negociação, e prometeu direcionar parte do “superávit” das tarifas para apoiar agricultores e pecuaristas. Trump também disse que se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, “em quatro semanas”, e que a soja estará no centro da pauta. Em livre tradução, Trumpe escreveu: “Faça a soja, e outras culturas, ótimas de novo” (MAKE SOYBEANS, AND OTHER ROW CROPS, GREAT AGAIN!), escreveu.
Segundo reportagem da RFD-TV, tradicional grupo de mídia com foco em agronegócio, Trump responsabilizou o governo anterior por não ter feito valer o acordo com Pequim para a compra de “bilhões de dólares” em produtos agrícolas, “especialmente soja”. Ele reiterou: “Nunca vou deixar nossos fazendeiros na mão”.

Contexto recente e reação no Congresso
A manifestação ocorre após notícias de compras chinesas de soja da Argentina, movimento favorecido por mudanças tributárias naquele país, o que pressiona a competitividade do produto americano. No mesmo período, Trump esteve com líderes na Assembleia Geral da ONU, incluindo o presidente da Argentina, a quem acenou com apoio financeiro para evitar uma crise. O gesto foi criticado por democratas por, na avaliação deles, “subjugar” os produtores dos EUA.
Senadores democratas, entre eles Amy Klobuchar e Elizabeth Warren, enviaram carta à Casa Branca pedindo que Trump reconsidere o pacote de ajuda a Buenos Aires e direcione mais suporte direto aos agricultores americanos. A Casa Branca ainda não detalhou de que forma, nem em que montante, pretende canalizar receitas tarifárias para o setor.
