Ação por difamação foi apresentada na Justiça federal em Tampa.
O presidente Donald Trump entrou, na noite de ontem (15), com uma ação por difamação contra o The New York Times e quatro de seus repórteres, na Justiça federal em Tampa, na Flórida. O valor da indenização é de US$ 15 bilhões e o processo também inclui a editora Penguin Random House. As informações são do próprio New York Times e da BBC.
A petição aponta artigos e um livro como base do suposto dano à reputação de Trump, ao sustentar que ele construiu fortuna e notoriedade “em parte por meio de fraude”. O texto também contesta entrevista conduzida pelo jornal na campanha de 2024, na qual o ex-chefe de gabinete John Kelly disse entender que Trump “se enquadra na definição de fascista”.
No documento, os advogados afirmam que o Times virou “um porta-voz estridente do Partido Democrata” e até minimizou o papel de Trump no sucesso do reality The Apprentice (O Aprendiz) ao creditar a ascensão do programa ao produtor Mark Burnett.

Jornal diz que o caso não tem fundamento
Em nota, a porta-voz do New York Times classificou a ação como “sem qualquer base legal” e disse que se trata de uma tentativa de “intimidar e desencorajar o jornalismo independente”. O jornal afirmou que seguirá “buscando os fatos, sem medo ou favor, e defendendo o direito de a imprensa questionar em nome do povo americano”.
A petição é assinada por uma equipe de advogados que já representa Trump em ações contra grandes veículos. Segundo o histórico citado, a Disney (controladora da ABC) pagou US$ 16 milhões para encerrar uma disputa, e a Paramount (CBS) fez acordo no mesmo valor. Há ainda outra ação em curso contra o Wall Street Journal, que publicou a imagem de um bilhete de aniversário atribuído a Trump e ligado a Jeffrey Epstein — autenticidade que ele nega.
