Em entrevista ao programa Alive, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usará Alexandre de Moraes como exemplo mundial contra a censura. Segundo Gayer, Trump não apenas está atento às recentes decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), como também planeja agir diretamente contra o que considera abusos cometidos pelo magistrado brasileiro.
“Donald Trump está precisando passar uma mensagem para o mundo para defender essas empresas, para defender empresas americanas e a liberdade de expressão. E a pessoa que entrou no alvo como o mais fácil para se ver como eles são é Alexandre de Moraes”, afirmou Gayer.
O deputado relembrou que Moraes teria extrapolado suas atribuições ao emitir ordens ilegais para plataformas estrangeiras, ignorando protocolos diplomáticos e passando por cima de canais legais como a carta rogatória. Para Gayer, isso transformou o ministro do STF em um alvo prioritário da administração Trumpista, que já sinaliza a possibilidade de sanções.
A discussão no Alive também abordou a mudança de postura do governo Lula e do STF diante do crescente interesse de Trump no caso brasileiro. Gayer destacou que antes havia uma postura de desdém por parte do governo e da imprensa, que minimizavam a importância da discussão internacional sobre censura e redes sociais. Agora, segundo ele, a preocupação se instalou:
“De repente, do dia para a noite, muda completamente. Agora você já vê o STF pedindo, implorando para que o governo ative o Itamaraty, para que o Itamaraty interfira nos Estados Unidos em defesa do STF.”
Outro ponto levantado na análise política foi a mudança de clima no Congresso Nacional. Segundo Gayer, a oposição está mais forte e o governo Lula enfrenta um momento de grande instabilidade. Ele afirmou que até mesmo o Centrão, conhecido por sua sede por cargos, está rejeitando posições dentro do governo:
“O Centrão está recusando cargos do governo. Isso não existe! Eles vivem disso. Pela primeira vez, o governo quer entregar a liderança para um nome do Centrão, e o próprio Centrão diz: ‘não, obrigado’.”
Dantas corroborou a análise do deputado, apontando que a estratégia global de Trump contra a censura envolve resistência a regulações abusivas de redes sociais. Ele citou que o ex-presidente americano já deixou claro que tratará qualquer ataque às plataformas digitais como uma agressão à economia dos EUA e revidará com tarifas e outras medidas de pressão internacional. Gayer complementou:
“O governo percebeu que, enquanto houver voz na população, eles nunca mais vão ter o controle do poder como gostariam de ter.”
Ao longo do programa, os analistas discutiram também como ONGs financiadas por agências estrangeiras, como a USAID, tiveram um papel na construção de uma narrativa favorável à censura no Brasil. Segundo Gayer, esse tipo de intervenção influenciou diretamente nas eleições e no comportamento da imprensa nacional, que teria recebido apoio financeiro para difundir o discurso governista.
Segundo o deputado, Lula encontrará cada vez mais dificuldades para aprovar seus projetos de regulação das redes sociais, e essa pauta já não tem ambiente para prosperar no Congresso:
“O que a população quer é voltar a comer carne, tomar café, abastecer o carro, manter os filhos na escola e no plano de saúde. Mas o governo só quer censura. A solução deles não é resolver o problema, é proibir que as pessoas falem do problema.”