Trump exige “rendição incondicional” do Irã
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump exige “rendição incondicional” do Irã

Presidente dos EUA sinaliza intensificação dos ataques junto a Israel

Foto: Casa Branca/ Flickr

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta sexta-feira (6) que qualquer acordo com o Irã só será possível mediante “rendição incondicional” do país. A declaração foi publicada pelo republicano na rede social Truth Social, em meio à escalada do conflito envolvendo forças americanas e israelenses contra o território iraniano.

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Na mensagem, Trump disse que, após a eventual rendição, os Estados Unidos e seus aliados pretendem atuar para reconstruir a economia iraniana e apoiar a escolha de uma nova liderança para o país.

A manifestação ocorre enquanto Washington e Israel anunciam a entrada em uma nova etapa da ofensiva militar. Segundo autoridades americanas, a próxima fase do conflito deve ampliar significativamente os ataques contra alvos estratégicos ligados ao regime iraniano.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), afirmou na quinta-feira (5) que forças americanas atingiram mais de 200 alvos em território iraniano nas últimas 72 horas. Entre os alvos, segundo ele, estariam cerca de 30 embarcações militares e um navio usado para operar drones.

Cooper afirmou ainda que a nova etapa da operação tem como objetivo enfraquecer a capacidade futura de produção de mísseis do Irã.

Durante a mesma coletiva, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que os bombardeios deverão se tornar mais intensos e terão como foco estruturas estratégicas ligadas ao regime iraniano.

De acordo com autoridades militares, a ofensiva também deve empregar bombas gravitacionais de alta precisão, com ogivas de diferentes capacidades. O armamento, segundo o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, Dan Caine, permitirá ataques mais direcionados contra instalações consideradas estratégicas.

Conflito entra na segunda semana

A guerra teve início após uma série de ataques lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em meio às tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Em resposta, o governo iraniano passou a ameaçar retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No início da semana, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, Ali Khamenei, teria sido morto durante bombardeios conduzidos por forças americanas e israelenses. Após o anúncio, autoridades iranianas ameaçaram realizar uma grande ofensiva em resposta aos ataques.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera retaliar as ofensivas como um “direito legítimo”.

Em resposta às ameaças, Trump afirmou que qualquer ataque iraniano contra interesses americanos poderá provocar uma reação militar ainda mais intensa por parte dos Estados Unidos.

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