O presidente Donald Trump afirmou que a Intel concordou em ceder ao governo dos Estados Unidos uma participação acionária de 10% na fabricante de chips. O anúncio formal do acordo é esperado para esta sexta-feira em coletiva de imprensa, onde também foi anunciado a data do sorteio da Copa do Mundo de 2026.
A repórteres na Casa Branca, Trump apresentou a aquisição como uma medida para revitalizar a empresa, que, segundo ele, “ficou para trás” em relação aos concorrentes. O presidente contou que a ideia surgiu durante um encontro com o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, no início deste mês.
“Eu disse: ‘Sabe de uma coisa? Acho que os Estados Unidos deveriam receber 10% da Intel’, e ele disse: ‘Eu consideraria isso’, e eu disse: ‘Bem, gostaria que você fizesse isso’”, relatou.
As negociações se concentraram na conversão de subsídios previstos na Lei dos Chips e da Ciência (Chips and Science Act) em participação acionária. A aquisição parcial pelo governo, segundo a matéria, marca um nível surpreendente de intervenção em uma empresa americana.
O secretário de Comércio, Howard Lutnick, sinalizou que o governo deseja obter um “bom retorno para o contribuinte americano, em vez de apenas distribuir subsídios”. O governo de Trump não detalhou se outras empresas também estão em negociações semelhantes.
Apesar dos riscos, o acordo também pode beneficiar a Intel, que enfrenta um período turbulento e tem preocupado investidores com a perda de sua vantagem tecnológica. Após a declaração de Trump, as ações da Intel subiram até 6,6% nesta tarde.
