Em um anúncio no Salão Oval da Casa Branca nesta sexta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin poderá comparecer à Copa do Mundo 2026, que será sediada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México.
Ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, Trump divulgou a data e o local do sorteio para o torneio: 5 de dezembro, no Kennedy Center, em Washington.
Durante a transmissão, o republicano pegou uma foto impressa de seu encontro com Putin no Alasca e a mostrou aos jornalistas. “Eu acabei de receber uma foto de alguém que quer muito estar lá. Ele me respeita muito e respeita meu país, mas não tem sido tão respeitoso com os outros”, disse Trump, referindo-se a Putin.
Trump então comentou sobre a possibilidade da visita de Putin à Copa do Mundo. “Este é Vladimir Putin, que eu acredito que virá, dependendo do que acontecer. Talvez ele venha, talvez não. Dependendo do que acontecer. Tem muita coisa acontecendo nas próximas semanas. Mas acho que esta é uma boa foto dele”, acrescentou.
A menção ocorre em um contexto em que a Rússia está suspensa das competições da Fifa desde a invasão da Ucrânia em 2022. Apesar disso, Putin poderia teoricamente viajar aos Estados Unidos, já que o país não é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI) — caso o contrário, os EUA seriam obrigados a prender Putin e enviá-lo a Haia para responder por crimes de guerra.

Durante o evento, Trump também comentou brevemente sobre a guerra na Ucrânia, afirmando que espera resolvê-la em “duas semanas”.
Ele também garantiu que o processo de emissão de vistos para torcedores que desejam assistir aos jogos nos EUA será “muito fácil”, embora tenha feito uma ressalva de que para “alguns países será bem mais difícil”.
A secretária de Segurança Social, Kristi Noem, convidou os turistas a visitarem os Estados Unidos durante a Copa, assegurando um processo “rápido e acelerado” para a entrada no país.
A Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções e terá a maioria de suas partidas realizadas em cidades americanas, com jogos também no Canadá e no México. Trump comparou a magnitude de cada partida ao Super Bowl, o campeonato de futebol americano.
