Trégua comercial termina em novembro e sobretaxas podem disparar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que pode impor tarifas de até 200% à China caso o país não forneça ímãs aos americanos. As sobretaxas estão suspensas desde 11 de agosto, período em que Washington mantém cobrança de 30% sobre produtos chineses.
“Eles têm que nos dar ímãs. […] Se não nos derem ímãs, teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo do tipo, mas não acho que teremos problemas com isso”, disse Trump na Casa Branca, durante encontro com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung.
A China domina cerca de 90% do mercado mundial de ímãs, fabricados com elementos de terras raras usados em celulares, veículos elétricos e outros eletrônicos. Trump chamou a posição de Pequim de “monopólio”.
O ditador da China, Xi Jinping, apertou as regras de exportação do setor, adotando em abril um sistema de licenciamento que vem atrasando entregas e irritando negociadores dos EUA.
Em resposta, Washington limitou a venda de chips de inteligência artificial e softwares de design à China, além de adotar novas barreiras comerciais. A Casa Branca já afirmou que as terras raras são “parte fundamental” do acordo fechado com os chineses em junho.
Segundo Trump, o tratado prevê fornecimento dos materiais aos EUA em troca da manutenção do acesso de estudantes chineses às universidades americanas.
A trégua anunciada entre os países expira em 12 de novembro. Se não houver entendimento até lá, as tarifas poderão subir dos atuais 10% para 125% e de 30% para 145%.
