Trump afirma que avalia ataque limitado ao Irã
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Trump afirma que avalia ataque limitado ao Irã

Planejamento incluiria ofensivas contra alvos específicos e cenário de mudança de regime em Teerã

Official White House Photo by Shealah Craighead
A declaração ocorre dias após o republicano ter advertido que, caso não haja um “acordo significativo” em até dez dias, “coisas ruins acontecerão”. Foto: Official White House Photo/Shealah Craighead.

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Por Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou nesta sexta-feira (20) que avalia a possibilidade de um ataque militar contra o Irã, em meio à escalada de tensões envolvendo o programa nuclear iraniano e a repressão a protestos no país.

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Questionado na Casa Branca se considerava uma ofensiva limitada para pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear, respondeu: “Acho que posso dizer que estou considerando”.

A declaração ocorre dias após o republicano ter advertido que, caso não haja um “acordo significativo” em até dez dias, “coisas ruins acontecerão” e Washington poderá “dar um passo além”.

Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Reuters, o planejamento militar já estaria em estágio avançado. Entre as alternativas analisadas estariam ataques direcionados a indivíduos ligados ao comando da Guarda Revolucionária e até medidas com potencial de desestabilizar o regime iraniano.

Não foram detalhados possíveis alvos nem como uma eventual mudança de governo poderia ocorrer sem o emprego de forças terrestres em larga escala.

Um dos oficiais citou como referência a ofensiva conduzida por Israel durante a guerra de 12 dias contra o Irã, em 2025, quando lideranças militares foram atingidas em operações cirúrgicas. Segundo ele, a estratégia demonstrou “utilidade”, mas exigiria inteligência precisa e recursos adicionais.

Frota reforçada

Relatos da imprensa americana indicam que os Estados Unidos ampliaram significativamente sua presença militar no Oriente Médio. O jornal The New York Times e o The Wall Street Journal noticiaram que Trump recebeu planos “projetados para maximizar os danos”, incluindo campanhas contra lideranças políticas e militares iranianas.

Atualmente, Washington mantém 13 navios de guerra na região, entre eles o porta-aviões USS Abraham Lincoln, posicionado a cerca de 700 quilômetros da costa iraniana, com quase 80 aeronaves a bordo. Outro porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, considerado o maior do mundo, desloca-se para reforçar o contingente — situação incomum na região.

A frota inclui destróieres equipados com mísseis Tomahawk, além de caças F-22, F-15 e F-16 e aeronaves de reabastecimento KC-135. Dados de monitoramento aéreo indicam aumento da atividade militar nos arredores do Golfo Pérsico.

De acordo com a rede CBS News, o Pentágono também iniciou a retirada preventiva de parte de seu pessoal no Oriente Médio, medida interpretada como precaução diante de possíveis retaliações iranianas.

Diplomacia sob pressão

Apesar da retórica, Estados Unidos e Irã retomaram recentemente negociações mediadas por Omã. Uma rodada ocorreu em Genebra, com a Casa Branca relatando “pequenos avanços”. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que seria “muito sensato” que o Irã fechasse um acordo com o governo Trump.

Em paralelo, Trump voltou a mencionar, em publicação na rede Truth Social, a possibilidade de uso de bases estratégicas como Diego Garcia, no Oceano Índico, em caso de impasse diplomático.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, rejeitou negociações sob ameaça e declarou que qualquer agressão será respondida “imediata e poderosamente”. O conselheiro do líder supremo, Ali Shamkhani, afirmou que um ataque americano seria considerado o “início de uma guerra”.

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