Notícia de Fato inclui pedido de investigação e denúncia criminal
O deputado estadual Tomé Abduch protocolou uma Notícia de Fato junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo exigindo providências contra autores de mensagens violentas dirigidas à filha de 5 anos do empresário Roberto Justus. A iniciativa foi motivada por publicações nas redes sociais que, segundo o parlamentar, ultrapassaram qualquer limite legal e moral ao incentivar violência contra uma criança.
Após Justus divulgar uma foto com a filha, perfis identificados como de profissionais da saúde mental e da educação passaram a espalhar mensagens alarmantes, com referências a episódios históricos de assassinatos políticos.
Entre elas, destacam-se frases como “Os bolcheviques estavam certos”, atribuída ao psicólogo Guilherme Rodrigues, “Só guilhotina…”, do professor universitário Marcos Dantas Loureiro, ex-integrante do governo Lula, e “Tem que mtr mesmo!”, supostamente postada pela psicanalista Aline Alves.
As frases evocam diretamente os assassinatos da família imperial russa em 1918 e da família Bourbon durante a Revolução Francesa, sugerindo de forma implícita a eliminação física de membros de famílias ligadas à elite econômica. Abduch afirma que tais manifestações configuram incitação ao crime, apologia de crime e ameaça, conforme os artigos 286, 287 e 147 do Código Penal.
No documento, o deputado sustenta que não se trata de um caso isolado, mas de um ataque simbólico e ideológico contra todos os que prosperam por meio da livre iniciativa. Segundo ele, está em curso um discurso de ódio de classe que atinge os fundamentos da dignidade humana e da liberdade econômica garantidos pela Constituição.
Entre as providências solicitadas ao MPSP, estão a instauração imediata de investigação, a identificação dos autores, inclusive os anônimos, a requisição de dados às plataformas X e Instagram, o envio dos casos a eventuais outros Ministérios Públicos competentes e o oferecimento de denúncia criminal.
Abduch ainda pede que os respectivos conselhos profissionais avaliem eventuais infrações éticas cometidas por psicólogos e professores envolvidos.
Confira aqui o documento na íntegra.
