Subprocurador do TCU nega tentativa de desliquidar Master
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Justiça

Subprocurador do TCU nega tentativa de desliquidar Master

Ele reforçou que sua intenção foi apenas avaliar a conduta dos agentes públicos envolvidos. Foto: Republicação.
Ele reforçou que sua intenção foi apenas avaliar a conduta dos agentes públicos envolvidos. Foto: Republicação.

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Por Redação

Furtado diz que objetivo é apurar responsabilidades, não reverter liquidação do Banco

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, negou qualquer intenção de interferir no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, conduzido pelo Banco Central.

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Em entrevista ao Valor, Furtado explicou que “não houve qualquer pedido” de sua parte para reverter a liquidação ou intervir no processo, que resultou da descoberta de fraudes financeiras na instituição.

A liquidação do Banco Master aconteceu após investigações do BC, que levaram à prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, acusado de envolvimento nas fraudes. A Polícia Federal realizou uma operação simultânea, mas Vorcaro nega qualquer irregularidade.

De acordo com Furtado, sua representação ao TCU tinha o objetivo de “verificar se uma atuação intempestiva em relação ao Master poderia ter contaminado o mercado financeiro” e se “alguém pode ter lucrado com eventuais omissões prévias do Banco Central”.

Ele reforçou que sua intenção foi apenas avaliar a conduta dos agentes públicos envolvidos, e não questionar a liquidação em si.

“O objetivo é analisar a conduta dos agentes públicos envolvidos. A tentativa de venda do Master ao BRB acendeu a luz vermelha”, disse.

Furtado também se posicionou sobre a possibilidade de o TCU interferir no processo.

“Desliquidar o banco seria o mesmo que revogar a lei da gravidade: inútil”, afirmou.

Em relação à atuação do TCU, Furtado ressaltou que a fiscalização do sistema financeiro é responsabilidade do Banco Central, mas que o TCU também possui competência para fiscalizar os órgãos da União.

O processo segue sob análise do ministro-relator, Jhonatan de Jesus, que ainda considera a possibilidade de adotar medidas cautelares, como suspender a venda de ativos do banco no âmbito da liquidação. O BC, por sua vez, recorreu da decisão que determinou inspeção na documentação da instituição.

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