Donald Trump e Lula se reuniram por cerca de 50 minutos em Kuala Lumpur, na Malásia. Em seguida, o petista foi às redes dizer que o encontro foi “ótimo”.
“Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras.”
É o mesmo Lula que passou a semana enviando recados malcriados, falando em união da América do Sul contra o imperialismo ianque e defendendo traficantes como “vítimas” dos usuários de drogas.
Lula é tigrão no palanque, mas vira tchutchuca a portas fechadas com Trump. Nos últimos dias, os EUA intensificaram o cerco a Nicolas Maduro e Gustavo Petro, sinalizando um encadeamento de ações contra o narcotráfico em toda a região.
Lula: “Traficantes são vítimas dos usuários também”; assista
Na sexta, o Departamento da Guerra dos EUA enviou ao Caribe o USS Gerald Ford, seu porta-aviões mais avançado e o maior do mundo, deixando claro que está disposto a empregar a força bruta contra quem não quiser cooperar.
A Lula, portanto, só resta sentar para negociar. Não é vitória, mas capitulação. Com uma mão, Trump o cumprimenta, enquanto a outra esconde o porrete. O tarifaço, que nunca fez sentido comercial, será retirado assim que o Brasil se afastar de China e Rússia.
Essa sempre foi a verdadeira guerra do presidente americano, que tenta resgatar a hegemonia do dólar, os empregos nos EUA e os valores morais da civilização ocidental.
E pela forma como a questão ‘Bolsonaro’ vem sendo evitada publicamente, claro está que o petista já lavou as mãos sobre o arbítrio de Alexandre de Moraes e do Supremo. É uma oportunidade e tanto para a oposição, caso saiba explorá-la.
Lula alerta para danos de “intervenções” na América Latina sem citar Trump
