Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendaram o arquivamento do processo que analisa a presença de autoridades dos Três Poderes em festas realizadas na casa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Trancoso (BnA).
O parecer da Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) está no gabinete do relator, ministro Jorge Oliveira. A unidade técnica sustenta que o caso não é de competência do TCU, por falta de “evidência de ato relacionado à gestão de recursos públicos federais”, segundo a CNN.
Segundo os auditores, a representação apresentada pelo Ministério Público de Contas “não trouxe evidências para as supostas irregularidades” e “não trata de matéria de competência do TCU”, já que não há indícios de uso de “recursos públicos federais nas circunstâncias narradas”.
O pedido de apuração foi feito pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. Ele solicitou a identificação de autoridades que participaram dos eventos e requereu medida cautelar para início imediato das investigações, sob o argumento de evitar perda de provas.
A representação também pedia que o TCU verificasse se Banco do Brasil (BB), Banco de Brasília (BRB) ou Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiaram os eventos, além de avaliar eventuais impactos do chamado “Cine Trancoso” na administração pública.
O processo foi pautado para a sessão da Segunda Câmara do TCU na próxima terça-feira (24). A tendência, segundo apuração, é que o colegiado valide a proposta da área técnica e determine o arquivamento da representação.
