Vital do Rêgo garante fiscalização do TCU sobre Master sem reverter liquidação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Vital do Rêgo garante fiscalização do TCU sobre Master sem reverter liquidação

Para ele, a medida é um ato administrativo regulatório, e a função do TCU é verificar se a decisão seguiu as normas vigentes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

Presidente da Corte afirma que objetivo é analisar atos motivacionais da medida e preservar autonomia do BC

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, afirmou nesta sexta-feira (9) que a Corte vai avaliar os fundamentos administrativos e legais que motivaram a liquidação do Banco Master, mas não pretende reverter a decisão.

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“Eu imagino que esse processo será rápido, porque o que nós vamos ver é que o Banco Central teve toda razão em liquidar o banco, como faz qualquer agência reguladora”, disse Vital em entrevista à GloboNews.

Para ele, a medida é um ato administrativo regulatório, e a função do TCU é verificar se a decisão seguiu as normas vigentes, sem interferir na autonomia da autoridade monetária. O objetivo é entender os “atos motivacionais” que embasaram a intervenção.

A inspeção inicialmente autorizada chegou a ser suspensa. Vital explicou que a pausa foi necessária devido a um “tensionamento” envolvendo o mercado, a Corte e a autarquia financeira, e que o caso será decidido pelo plenário.

Na próxima segunda-feira (12), às 14h, Vital se reunirá com o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, para definir um modelo de atuação que preserve a autonomia da instituição ao mesmo tempo em que garante a fiscalização da Corte.

“Na semana que vem vou estar com o Galípolo para criar um modelo em que a nossa prerrogativa de fiscalização esteja sendo cumprida e a autonomia do Banco [Central] esteja preservada”, disse.

Sobre a investigação criminal envolvendo o Banco Master, Vital afirmou que não solicitará informações à Polícia Federal, porque o inquérito tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), determinado pelo ministro Dias Toffoli.

O presidente do TCU destacou ainda que não há indícios de uso de recursos da União na instituição, mas apontou a importância de apurar possíveis aportes feitos por fundos de pensão, prefeituras e governos estaduais.

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